Paises

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Micenas



No segundo milênio a.C., Micenas foi um dos maiores centros da civilização grega e uma potência militar que dominou a maior parte do sul da Grécia. O período da história de cerca de 1600 a cerca de 1100 a.C é chamado Micénico em reconhecimento à posição de liderança de Micenas.

Segundo a mitologia grega, Micenas teria sido fundada por Perseu, neto do rei Acrísio de Argos, pela sua filha, Dânae. Tendo matado acidentalmente o seu avô, Perseu não herdou o trono de Argos. Em contrapartida, procedeu à troca de domínios com o seu primo, Megapentes, que ficou com Argos enquanto que Perseu passou a reinar em Tirinte, tendo, posteriormente, procedido à fortificação de Micenas.


 Placa na entrada do sítio arqueológico

 Ruínas dos palácios de Micenas

 Ruínas

 Ruínas

Ruínas

Segundo a lenda, Atreu tinha dois filhos, Agamenon e Menelau, os Átridas. Egisto, filho de Tiestes, matou Atreu e restaurou o reinado de seu pai. Com a ajuda do Rei Tíndaro de Esparta, os Átridas conseguiram, contudo, levar Tiestes de novo para o exílio. Tíndaro, por sua vez, tinha duas filhas, Helena e Clitemnestra, que casaram, respectivamente, com Menelau e Agamémnon. Este último herdou Micenas e Menelau tornou-se rei de Esparta.
Pouco depois destes acontecimentos, Helena fugia de casa do seu marido com Páris de Tróia. Agamémnon conduziu, então, uma guerra de 10 anos contra Troia no intuito de a reaver para seu irmão. Devido à falta de vento, o navio de guerra onde deveria seguir a Troia não saía praticamente do porto, o que levou-os a chamar um oráculo para esclarecer o que estava acontecendo. O oráculo esclarece que quando Agamenon matou um cervo em uma floresta sagrada e se gabou de ser o melhor caçador, desagradou Ártemis e como punição Agamenon deveria sacrificar a sua filha mais velha Ifigênia em seu altar. Climemnestra é enganada para trazer a filha com a promessa de que ela casaria com Aquiles. Ao descobrir a trama Ifigênia, diante da revolta do exército, aceita se sacrificar. A deusa da caça, Ártemis, substituiu-a, sobre ao altar, no último momento, por uma corça, levando Ifigênia para Táurida para ser sua suma sacerdotisa. Tendo as divindades ficado satisfeitas com tal sacrifício, os ventos começaram a soprar de novo e a frota partiu para Troia. (Sobre Tróia falarei mais tarde quando fizer a postagem sobre ela).

No dia de visita às ruínas de Micenas havia uma greve geral na Grécia e por isso, não foi possível acessar todos os locais. Mas observei que todos os locais que ainda estão sendo escavados estavam muito bem cuidados e preservados, mesmo estando a cerca de 90 km de Atenas.

 Ruínas
 Ruínas
 Ruínas
Parque fechado devido a greve


Nesse mesmo passeio, ainda tivemos a oportunidade de conhecer o Monastério de Koimesis. Datada da época bizantina, ela surge parecendo querer dar paz e tranquilidade aos que por ali passam. Conseguimos observar sua estrutura externa e tão marcante e por dentro, suas pinturas originais.

 Agnos-Monastério de Koimesis
 Estrutura do Monastério
 Pinturas internas...
 ...da época bizantina
 Monastério
Momento de descanso

Bom, como ninguém é de ferro, o grupo saiu dali para o almoço num belíssimo restaurante e claro, com uma parada num museu em Micenas e aproveitei para comprar algumas lembranças. O almoço na Grécia é de fato um pouco diferente do nosso. Seus gostos são peculiares. Quanto as obras de arte, são perfeitas. A vontade que tive era de trazer algumas daquelas estátuas para colocar no jardim. Mas como não tenho jardim, desisti da ideia...

Bom, a viagem estava só no começo. Se Micenas me surpreendeu positivamente, fiquei imaginando o que viria pela frente.


 Entrada do restaurante
 Na porta do museu
 Obras de arte
 Obra de arte
 Obra de arte
 Obra de arte
 Obras de arte
 Obra de arte
 Obra de arte
 Obra de arte
Não podia deixar de tirar uma foto

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Galípoli - Turquia

Batalha de Galípoli


A Campanha de Galípoli, também conhecida como Batalha dos Dardanelos, teve como palco a península de Galípoli na Turquia, de 25 de abril de 1915 a 9 de janeiro de 1916, durante a Primeira Guerra Mundial. Foi uma das campanhas mais custosas e trágicas da guerra. Forças britânicas, francesas, australianas e neozelandesas desembarcaram em Galípoli, numa tentativa de invasão da Turquia e captura do estreito de Dardanelos. A tentativa falhou, com pesadas perdas para ambos os lados. Os aliados se retiraram do local durante os meses de dezembro de 1915 e janeiro de 1916.

A Campanha de Galípoli repercutiu profundamente em todas as nações envolvidas. Na Turquia, a batalha é percebida como um momento definitivo na história da nação — a defesa final da terra-mãe após séculos de desintegração do Império Otomano. A luta estabeleceu as bases para a Guerra de Independência Turca e a fundação da República Turca oito anos mais tarde, sob Atatürk, ele próprio um comandante em Galípoli.

Carta às mães 

Homenagem aos soldados australianos e neozelandeses

Cerca de 480 000 soldados aliados tomaram parte na fracassada Campanha de Galípoli. As tentativas de abrir caminho através da península de Galípoli resultaram infrutíferas, devido às dificuldades do terreno e à obstinada resistência das tropas turcas. O estreito de Dardanelos permaneceu fechado para a Tríplice Entente até o final da guerra, dificultando o apoio de Inglaterra e França ao Império Russo.

Os britânicos e seus aliados tiveram cerca de 220 000 baixas (43 000 mortos). Houve mais de 33 600 perdas entre as tropas ANZAC - (Australian and New Zealand Army Corps) - (mais de 1/3 de mortos). As tropas coloniais franceses tiveram 47 000 baixas (5 000 mortos). Do outro lado, as baixas turcas são estimadas atualmente em cerca de 250 000 (65 000 mortos).

Túmulos dos soldados 

Até hoje são visitados por seus familiares

Até então, nunca tinha lido algo sobre essa batalha. Então, imagine minha surpresa ao chegar no local onde soldados australianos e neozelandeses estavam sepultados com honras num país que serviu como palco de derramamento de sangue. E o Presidente Atatürk (ele será mencionado bastante por aqui, mas futuramente farei um post apenas sobre ele) mandou construir um monumento que representa uma carta direcionada as mães desses soldados. Por essas ações, de fato podemos imaginar como essa batalha foi importante. Segue a tradução da Carta (o original pode ser visto na foto deste post):

Junto a Carta

"Aqueles heróis que derramaram o sangue e perderam a vida ...
Agora você está morando no solo de um país amigável.
Portanto, descanse em paz.
Não há diferença entre os Johnnies e os Mehmets para nós, onde eles ficam lado a lado aqui neste país nosso ...
Vocês, as mães, que enviaram seus filhos de países distantes, limpam suas lágrimas;
Seus filhos estão agora deitados no nosso coração e estão em paz.
Depois de ter perdido a vida nesta terra, eles também se tornaram nossos filhos ".

 Parada para almoço
Monumento representando a Batalha 

Galípoli 

Ponto estratégico 

Güle Güle

Conta a história que todos esses soldados eram solteiros e sem filhos, haja visto o risco de morrerem lutando. Mas até hoje, representantes dessas famílias viajam para a Turquia para prestar homenagens aos seus mortos.

Minha viagem pela Turquia foi repleta de boas surpresas. Embora tenha chegado por Istambul, vou deixar para falar sobre ela no final.

Espero que curtam a Turquia por aqui como eu também curti. Galípoli foi nossa primeira parada.