Paises

domingo, 14 de dezembro de 2014

Pelas Líneas de Nazca

Algumas horas depois de ter deixado Paracas e embarcado num ônibus na rodoviária local, cheguei à Nazca. Também não é uma cidade grande e na verdade seu atrativo está nas Linhas de Nazca, que apenas pode ser visto sobrevoando a cidade.

As Linhas de Nazca ou Nasca são um conjunto de geoglifos antigos localizada no deserto de Nazca, no sul do Peru. Eles foram designados como um Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1994. O alto planalto árido se estende por mais de 80 km entre as cidades de Nazca e Palpa nos Pampas de Jumana, cerca de 400 km ao sul de Lima. Embora alguns geoglifos locais lembrem a cultura de Paracas, estudiosos acreditam que as Linhas de Nazca foram criados pela civilização de Nazca entre 400 e 650 d.C. As centenas de figuras individuais variam em complexidade a partir de simples linhas até beija-flores estilizados, aranhas, macacos, peixes, tubarões ou orcas, lhamas e lagartos.
As linhas são desenhos rasos feitos no chão, removendo as pedras avermelhadas onipresentes na região e descobrindo o chão esbranquiçadas por baixo. Centenas são simples linhas ou formas geométricas, com mais de setenta desenhos de animais, aves, peixes ou figuras humanas. Os maiores têm mais de 200 metros de diâmetro. Os estudiosos divergem na interpretação dos efeitos dos projetos, mas geralmente atribuem-lhe significado religioso.
Os desenhos geométricos poderiam indicar o fluxo de água ou estarem ligados a rituais para convocar água. As aranhas, pássaros e plantas poderiam ser símbolos de fertilidade. Outras explicações possíveis incluem: sistemas de irrigação ou gigantes calendários astronômicos.
Devido ao clima seco, sem vento e estável, de planalto e ao seu isolamento, a maior parte das linhas foram preservadas. Extremamente raras, mudanças climáticas podem alterar temporariamente os projetos em geral.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Linhas_e_Ge%C3%B3glifos_de_Nasca_e_das_Pampas_de_Jumana)

Uma das figuras da Linha de Nazca na cidade

O macaco

O beija-flor

A aranha

As mãos cultivadas no parque

Roteiro do voo sobre as Líneas de Nazca

Já tinha reserva num hostel em Nazca, mas precisei sacar dinheiro antes para pagar, pois não deixaram eu guardar a mala antes. Por isso recomendo já reservas a quantia antes de chegar a hospedaria. Há vários caixas eletrônicos na cidade e os cartões travel permitem o saque.

No próprio hostel reservei o voo e um taxista que me levaria ao aeroporto no dia seguinte. Recomendo fazer esse voo o mais cedo possível no dia e não tomar café da manhã antes. Nesse momento eu já sentia os efeitos do mal de altitude e tinha um pouco de dor de cabeça e sentia uma certa dificuldade para respirar. Uma outra sugestão é evitar carregar muito peso por muito tempo ou simplesmente evitar correr. Sempre nesses hostels tem folha de coca para mascar ou simplesmente fazer um chá. Como não gostei muito do chá, preferi mesmo mascar. Mas também pode-se comprar balas de coca. Esses artifícios servem para repôr substâncias que perdemos quando estamos indo para lugares muito altos.  Há também comprimidos para o mal de altitude que podem ser comprados em farmácias locais. Não há contra indicações.

Para o voo saí muito cedo. O táxi me buscou no local e fui em direção ao aeroporto. É recomendado que não leve mochilas nem bolsas, pois não é possível embarcar no avião com elas. Fica retido no aeroporto. Coloque seus documentos pessoais no bolso da calça, incluindo seu passaporte.

O voo dura em média 30 minutos e ele faz todo o passeio pelos principais desenhos. Na verdade, o piloto dá duas voltas em torno de cada desenho para permitir que tanto o passageiro do lado direito veja e tire fotos, como também o passageiro do lado esquerdo. No final do voo, você recebe um certificado assinado pelo piloto atestando que você sobrevoou as Líneas de Nasca.

Ainda na área do aeroporto há lojinhas para compra de lembranças. Se por algum motivo você enjoou durante o voo e não prestou muito a atenção nos desenhos, não se preocupe. poderá comprar enfeites de geladeira com formatos de cada desenho das Líneas de Nazca.

Minha estada em Nazca foi breve. Apenas dois dias. Minha próxima parada será em Arequipa.

Aeroporto de Nazca

O avião do sobrevoo

Estou pronto

Desenho do Astronauta

Desenho do Macaco

Beija-Flor


Condor

Mais alguns riscos

A aranha

A árvore

Parte do Colibri


sábado, 13 de dezembro de 2014

Encantos em Paracas e Ica

De Lima, segui viagem para Paracas, também litoral do Peru. Numa viagem de 5 horas cheguei em sua pequena rodoviária. Paracas é uma pequena cidade com alguns hostels para mochileiros e viajantes.
A cultura Paracas (400-100 a.C.) surgiu na costa sul de Peru, em assentamentos como Cerro Colorado ou Areias Brancas. Embora fossem populações de caçadores e pescadores, deram origem à Civilização de Nazca, famosas pelas linhas desenhadas que podem ser apreciadas do alto. Atingiu um importante desenvolvimento na arte têxtil. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_paracas)
A noite não há muito o que se fazer, maz durante o dia, muitos lugares para se conhecer. Depois de me hospedar rápido, pois tinha que fazer um tour pelas as Ilhas Ballestas e o ônibus chegou quase no horário da saída da lancha de turistas. Foi só o tempo de deixar a mala no hotel.
Esses passeios podem ser contratados pela internet, em sites de passeios turísticos, ou no próprio hotel. O passeio começa por se afastar da costa, onde você vê toda a cidade.  Mais adiante, uma ilha onde há um desenho encravado na areia: um gigantesco Candelabro. A lancha faz uma parada para tirarmos fotos.
O deque em Paracas

A lancha com os turistas


O Candelabro

Outra foto do grande Candelabro

O Candelabro de Paracas é um geoglifo famoso da costa norte da Península de Paracas, na Província de Pisco, dentro do Departamento de Ica. Suas grandes dimensões e seu desenho sobre a areia permitem diferenciar sua relação com as linhas de Nasca. O Candelabro mede 180 metro de largura e calcula-se ter uns 2500 anos. Seu significado segue sendo um mistério.
Em uma suave colina, na baía de Pisco, se encontra um mistério de nossa história, um “Candelabro” imenso desenhado sobre a superficie da areia, sem que jamais tenha sido apagado.
Nos anos 50, durante 6 meses, Maria Reiche estudou o Candelabro. Ela mediu suas dimensões e analisou sua localização em relação a constelação Cruz del Sur. O trabalho em fazer este geoglifo na areia foi muito preciso, considerando-se que esta é uma zona de muito vento. A direção do Candelabro, junto com o vento e a agua marinha criou uma grossa camada que o mantém desde sua criação.
Hipóteses interpretativas
Alguns creem que está figura comprova a existencia de algum tesouro escondido pelos piratas que assolaram as costas americanas em busca de ouro dos conquistadores europeus.
Antigos peruanos
Outra lenda afirma que os peruanos que iam para o mar, desenharam este Candelabro com a finalidade de orientar-se durante suas pescas ou conquistas, uma vez que pode ser visto desde o mar.
San Martín
Ainda uma outra teoría feita por José de San Martín (1778-1850) interpreta que se trata de um símbolo da maçonaria. Ainda uma segunda interpretação de que era um sinal para os navegantes, embora essas teorías não coincide com o suposte tempo da figura, de 2500 anos.
Extraterrestres
Há ainda aqueles que defendem sua criação por alienígenas, uma vez que seus sinais apontam diretamente para as famosas Linhas de Nazca, que igualmente pode-se apreciar do ar e que seriam gigantesco porto galático para naves extraterrestres. (Fonte: http://es.wikipedia.org/wiki/Candelabro_de_Paracas (tradução livre para o português)
Em seguida rumamos para as Ilhas Ballestas. Apenas animais vivem alí. Trata-se de uma reserva.  Posso dizer que o cheiro não é o dos mais agradáveis, mas vale pela volta que o barco dá em torno da ilha, passando por túneis subterraneos.
As ilhas Ballestas é um grupo de ilhas próximas da cidade de Pisco, e são compostas por formações rochosas onde se encontram uma importante fauna marinha com aves como o guanay, o pisquero e o zarcillo principalmente. (Fonte: http://es.wikipedia.org/wiki/Islas_Ballestas)
Passeando pelas Ilhas

População

Antiga Ponte

Mais aves

Reserva Nacional


Ao retornar para Paracas, contratei no hotel um passeio pela Reserva Nacional, que na verdade é um grande deserto, mas que faz parte da costa do Peru. Sua geografia foi modificada após o grande terremoto de 2008. Há também um monumento aos navegadores do comandante San Martín. As praias são lindas, com pedrinhas que mais parecem areia num tom avermelhado.


Portal da Reserva

Monumento a San Martín

Depois do terremoto de 2008

Mais uma foto

O deserto

O mar

A areia (pedrinhas) vermelhas

Porto para o Pacífico

Portal da cidade de Paracas



No dia seguinte contratei um motorista particular (é possível fazer essas contratações no hotel ou na rodoviária) para me levar à Huacachina (um oásis no meio do deserto) e a Ica.  Não preciso dizer que esse oásis é de fato uma jóia no meio do deserto. Há ali hostals para hospedagem no próprio local e pode-se fazer um passeio de bugre pelas altas colinas de areia.

Em Ica, uma cidade maior de Paracas tem um centro como qualquer outra cidade. Mas o mais interessante foi a visita a uma piscaria (pisco é uma bebida nacional e equivale a nossa cachaça) onde aprendi como se faz a bebida de forma artesanal. Claro que comprei algumas, incluindo um licor de pisco.


Na cidade, o que mais me surpreendeu foi a mobilização para arrecadar fundos para a reconstrução de uma catedral destruída pelo terremoto de 2008. O mais interessante é que toda a catedral veio a baixo, exceto sua nave central.  Ainda é possível ver muitos sinais de destruição de 2008. Na volta para Paracas, fui surpreendido com um maravilhoso pôr-do-sol na estrada.
Huacachina

Outro ponto

Aproveitando o Oásis

Hostel em Huacachina

Ponto Turístico

Fabricação de forma artesanal

Conhecendo a estrutura

Pronto para degustação

Centro de Ica

Nave da Catedral destruída em 2008

Nos portões da Catedral

Pôr-do-sol em Ica-Paracas


Confesso que me surpreendi muito pelo passeio nessas duas cidades e recomendo visita-las quando forem ao Peru. Não haverá arrependimento. Próxima visita: Líneas de Nazca.