Paises

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Punta Arenas: Cidade dos Museus e Monumentos

Portal de Entrada

Depois de sair de Puerto Natales e viajar por 3 horas cheguei a Punta Arenas.  O trajeto é um verdadeiro deserto e muita erosão nas montanhas.  A chegada à cidade é muito interessante.  Na via principal existem diversos monumentos.  Reserve tempo para tirar fotos em todas elas.  Mas irá andar bastante.
Estava chovendo muito.  Também não tinha nenhuma rodoviária.  O ônibus fica em frente a própria empresa.  Só me restou mesmo ir direto para o hostel chamado “Em El Fin del Mundo”
A cidade de Punta Arenas foi fundada em 18 de dezembro de 1848 substituindo o povoado militar conhecido como Fuerte Bulnes.  O nome Punta Arenas  vem do inglês “Sandy Bay”, nome dado ao lugar pelo explorador inglês Jonh Narborough nos anos 1670-1671, que depois derivou o nome “Sandy Point” pelo inglês John Byron em sua viagem de exploração entre os anos de 1764-1766.
Voltando para nossos dias, depois de me instalar, fui almoçar no restaurante La Luna.  A comida é boa, num preço ótimo e com um atrativo: olhe para cima e terá a impressão que o restaurante está de cabeça para baixo.  Todos os itens do restaurante são colocados no teto.
Catedral

Interior da Catedral

Santuário Maria Auxiliadora

Depois resolvi passear pela cidade e conheci o cassino, que se destaca pela sua imponência e réplica do ginásio de Punta Arenas destruído em 2007.
Próximo dali ainda visitei o relógio, em frente ao Porto cidade.  Infelizmente os portões estavam fechados, mais ainda é possível tirar uma foto.


Cassino da Cidade
 
No Relógio

No Porto


Nesse dia só me restou mesmo voltar ao hostel.  Ventava muito e a chuva era constante.
No dia seguinte aconteceu o oposto: um sol brilhante e um pouco mais de calor.  Resolvi conhecer alguns museus.  A cidade possui vários e percebi logo que não daria para conhecer todos num dia só.  E a lista de museus é grande: Austrozoo, a mais austral do mundo, Instituto Antártico Chileno, Museo Autos Antiguos Mina Rica, Museo Militar Austral, Museo Cervecería Austral, Museo Naval y Marítimo de Punta Arenas, Museo Maggiorino Borgatello, Museo del Recuerdo, Museo Regional de Magallanes, Museo telégonos Antiguos, Palacio Sara Braun e o Parque Interactivo Mirador de los Vientos.  Reserve pelo menos três dias para isso.  E faça a visita por regiões.  É possível, por exemplo, no centro, visitar pelo menos três museus.  Os horários de funcionamento nem sempre combinam.  Alguns museus abrem somente a tarde, quando possivelmente você estará fazendo algum passeio.  Os valores das entradas são simbólicos.  Apenas para ajudar na manutenção.
Visitei a igreja Maria Auxiliadora, padroeira dos salesianos.  Enorme por dentro.  Ao lado, um importante museu da história patagônica.  No centro você encontra a Catedral.  Também vale a pena visitar.

Parte Alta da Cidade

Hotel José Nogueira

Museu Naval

Não deixe de ir ao Palácio Sara Braun, uma importante mulher para a história da cidade e seu palácio que preserva todos os bens da família.
Como falamos de Sara Braun, vá ao Cementerio General de Punta Arenas. Ela foi uma das principais colaboradoras para a construção dele. Dizem que é a única que consegue sair dos limites do cemitério.  Além de uma arquitetura incomum, lá é possível conhecer os mausoléus de todos os personagens que fizeram história da região.  E não se preocupe: é visita obrigatória dos turistas em Punta Arenas.
Na Orla às Margens do Estreito de Magalhães

Cemitério da Cidade

Na Praça da Cidade

Os monumentos também são vários, muitos inclusive ficam na via principal, em frente ao cemitério: tem o monumento ao Petróleo, a Praça das Bandeiras, o Monumento ao Imigrante Croata, Monumento ao Ovejero (pastor de ovelhas), entre outros.
A cidade tem a parte alta, mais para dentro da cidade, e a parte baixa, que segue do centro até a orla, que no momento está em obras.
Centro de Informações Turísticas

Pertences da Família Braun

Lojas de Artesanatos ao Fundo

Cafeteria History

Faça também uma visita a uma das duas pingüinera da região.  Eu fui ao Seno Otway.  Fantástico.  Afinal, não é todo dia que se vê um pingüim.  Mas obedeça a toda sinalização do parque.  Fotos poderá tirar a vontade, porém dentro dos limites da trilha que você faz no parque.
Entrada da Pingüinnera

Pingüins de Magalhães

Ciclo de Visitas dos Pingüins à Região

Seguindo a Trilha no Parque

Parque Seno Otway

Os restaurantes são diversos.  Recomendo o restaurante Brocolino, o japonês Too Much na Avenida Bernardo O’Higgins, além do Jekus, que tem um Karaokê toda quarta à noite.
Gostei muito também do History Caffeteria, no centro.  A impressão que tive é de estar numa cafeteria de Londres nos anos 40. Há também uma galeria onde vi que o estudo é muito importante e levado a sério entre o povo de Punta Arenas: é proibida a entrada de estudantes uniformizados durante o horário escolar.
Deixei a praça da cidade para o final.  Além do monumento a Fernando de Magalhães, que resulta em ótimas fotos, ali tem várias barracas de artesanato no formato de uma carruagem comum na época da colonização da região.  Não deixe de ir ao Centro de Informações Turísticas.  Solicite ali uma revista sobre Punta Arenas.  É de graça e você terá boas informações e outros ângulos em belas fotos tiradas da cidade.
Antes de falar de Ushuaia, última cidade que visitei, farei duas postagens sobre Fernando de Magalhães e de Sara Braun, para conhecer melhor esses dois importantes personagens da história.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Puerto Natales: de Cueva del Milodon a Torres del Paine

Hostel Yaganhouse

Saí de El Calafate em direção à Puerto Natales, no Chile.  Dessa vez fui de ônibus numa viagem de 5 horas.  O tempo na aduana nos dois países já conta no total, porém o tempo de espera para entrar no Chile é bem maior.  Todas as bagagens do ônibus são revistadas, incluindo a bagagem de mão.  Depois de apresentar o passaporte, você ainda recebe orientações da vigilância sanitária local.  Uma dica: todo o seu consumo durante a viagem deve ser guardado numa lixeira e descartado em seu devido local assim que possível.  A aduana chilena não deixa passar nada.  Eles são muito rigorosos quanto a saúde pública.
Seguindo viagem, logo na entrada da cidade você encontra o monumento do “Milodon”, que explico mais abaixo.  Não existe uma rodoviária na cidade.  O ônibus pára numa das ruas onde há o desembarque.  Muitas pessoas te abordam oferecendo um hostel.  Como eu já tinha feito minha reserva, segui em direção ao Yaganhouse, um ecohostel muito interessante.  Também pessoas de vários países passam por lá.  Gostei muito.  O café da manhã e bem sortido.  Valeu muito a pena e recomendo.  Parabéns a Lavínia, dona do hostel, pela organização.
Ali mesmo já fiz todos os acertos para o passeio principal: Torres del Paine.  Lá também você pode acertar tudo na hora da saída.
Nos restaurantes existem lugares reservados para fumantes.  Então não vá fumar em qualquer lugar (o melhor mesmo é não fumar)!!!  Também é mais comum o arroz no Chile.
O passeio pela cidade é bonito.  A cidade é muito limpa e a parte mais afastada do litoral é mais bonita.  Embora a cidade esteja passando por algumas obras, ainda é possível ver esses pontos turísticos, embora não possa entrar.
Em Puerto Natales

Mantendo a cidade limpa

 A igreja na cidade é muito agradável. Tinha uma orquestra por ocasião da visita. Os restaurantes também.  A comida em alguns deles é excelente.  Recomendo o “Mesita Grande”. O próprio nome já traduz como ele é: um restaurante onde a massa é feita num balcão em frente ao cliente e que tem uma unica mesa, porém comprida acomodando bem todos que ali estão.  Há também o restaurante “Angélica”, com uma comida muito boa e com garçons que são bons recepcionistas.  E não é caro.
Há na cidade uma área reservada para artesanato chamado “Pueblo Artesanal Etherh Eike”, nome dos índios nativos.  Não deixe de visitar também a Praça das Armas e o Museu Histórico.
Centro de Artesanato

Não deixem de comprar as “lembrancinhas” na loja “Nandu” que fica bem próxima a Praça das Armas.  Há muita coisa para levar e o preço é bom.
O passeio principal da cidade chama “Full Day”, um dia inteiro para conhecer Torres del Paine.  O ônibus pega você no hotel.  A primeira parada é na “Cueva del Milodon”, uma criatura pré-histórica que vivia na região, mas que desapareceu na Era do Gelo e descoberta séculos depois.  A caverna é grande e logo na entrada tem uma reprodução do animal onde todos querem tirar uma foto.  Há também muitas informações ao longo do percurso que foram passadas pela guia Pilar, uma conhecedora da região.  A entrada no parque é paga.
História do Milodon

Entrada da Cueva

Apresentando la Cueva del Milodon

Com Milodon

Dali segui rumo a Torres del Paine.  Durante o passeio você vê algumas espécies de animais como a ema e o guanaco, um parente distante da lhama.  Há muitos na estrada.  É necessário que o motorista tome cuidado para não atropelar alguns deles.
As Torres ficam num parque cuja entrada também é paga. Algumas recomendações são dadas logo no início por guardas florestais.  No passeio, com muito vento e frio, alguns lugares são marcantes, como uma queda d’água conhecida como Salto Grande.

Entrada do Parque

Lago Pehoé

Salto Grande


Desembocando na "Praia"

Ventos de Torres del Paine

A chegada a Torres del Paine é muito bonita.  Vale cada foto tirada ali.  Uma curiosidade: embora esteja junto à Cordilheira dos Andes, Torres del Paine não faz parte dessa cadeia de montanhas. O nome Paine vem de um dialeto indígena tehuelche que quer dizer “azul”, fazendo referência às lagoas, rios, cachoeiras, geleiras e icebergs flutuantes no Parque Nacional Torres del Paine, que foi declarado Reserva Mundial da Biosfera em 1978, embora já exista desde 1959.
Torres del Paine

Na volta, o grupo ainda seguiu para a Praia do Glaciar Grey, uma geleira que desemboca ali, a terceira maior do mundo depois da Antártida e Groelândia.  Você pode chegar bem próximo a uma das pedras de gelo que se soltaram dela.

Há também um passeio pelo Lago Pehoé, porém uma observação: só faça esse passeio se você for passar pelo menos uma noite próximo ao Glaciar Grey.  Caso contrário, será uma despesa desnecessária, pois esse passeio sai uma vez por dia num trajeto de meia hora, retornando de imediato.  Ou seja, não há tempo para nenhum breve passeio.  E a passagem é cara.
Guanacos

Guia Pilar e seu Fiel Escudeiro

Para finalizar, não deixe de tirar fotos da entrada da cidade. Você verá uns dedos saindo da terra. Umas fotos ali ficam bem legais.
Próxima parada: Punta Arenas.